Emprego certo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Projeto elétrico - Dicas

Quando os eletrodomésticos ainda ensaiavam sua estréia triunfal dentro das nossas casas, a instalação elétrica se resumia a um simples passar de fios e conduítes. Pois novos aparelhos surgiram e se multiplicaram, fazendo com que a importância de um serviço bem feito crescesse na mesma proporção. Ninguém quer que, depois da obra concluída ou do apartamento reformado, a luz continue variando quando o microondas é ligado ou que o chuveiro não possa ser acionado ao mesmo tempo em que a máquina de lavar roupas, sob pena de desarmar o disjuntor e deixar parte da casa às escuras. Como quase tudo numa obra, a hora de evitar esses problemas é antes da construção, no momento em que os projetos arquitetônico e estrutural estão sendo definidos. Afinal, tudo se interliga. A disposição dos ambientes, a área construída, o pé-direito, todos esses elementos têm influência direta sobre o tipo de trabalho a ser feito e do material a ser usado.
Se a hora é de economizar, pense em outros departamentos em que poderá cortar gastos – na instalação elétrica, definitivamente, não é. Um projeto bem dimensionado, alicerçado em materiais de qualidade, evita muito mais que disjuntores desarmando: ele nos poupa de incêndios e de choques elétricos, que podem causar queimaduras e até matar.




Mãos à obra


Ou melhor, ao papel. Este é o momento de elaborar o projeto, determinando quantas tomadas cada cômodo deve ter, onde elas estarão, quantos pontos de luz serão necessários – e qual a capacidade de carga de cada um. Todos os sonhos (um home theater, uma estação de microcomputadores) devem constar da sua planta, ou será difícil concretizá-los sem ter, mais tarde, de quebrar as paredes e redimensionar potências.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tabela tubo de PVC

E como evitar o golpe de aríete? Já ouviu falar do teste de estanqueidade? Tem idéia do que fazer se em sua casa a água chega sem muita pressão?

Este Hidráulica sem segredos um especial da revista Arquitetura & Construção traz as principais informações de que você precisa para iniciar bem sua obra. Conhecendo os procedimentos básicos para realizar um bom projeto, e todos os percalços que podem permear o seu caminho para uma instalação hidráulica perfeita, você evita uma série de problemas futuros.


Se já construiu sua casa, ou está reformando, esta edição também será útil, pois revela os segredos para reparar ou manter em ordem o seu sistema. Até mesmo aqueles consertos mais simples, como a troca do vedante da torneira e a limpeza da caixa sifonada, vão perder definitivamente o mistério.


Por dentro dos canos

Hora de pensar em tubos e conexões. Primeira dúvida: que material usar? O PVC encabeça o ranking dos mais conhecidos, mas o mercado oferece ainda outras famílias de produtos: o cobre, que ocupa um espaço importante na construção civil, especialmente no transporte de água aquecida, o CPVC (um tipo de PVC para água quente), o aço galvanizado e até novidades como o polietileno reticulado, que já equipa alguns edifícios brasileiros. Qual desses materiais se adapta melhor ao seu projeto? A resposta depende de diferentes fatores, alguns técnicos, outros pessoais e econômicos.

Antes de comprar tubos, porém, atenção nas medidas: elas são dadas em milímetros (as peças soldáveis) e polegadas (as rosqueáveis). Quando os dois tipos estão presentes na mesma peça, ela trará as duas medidas: milímetros de um lado e polegadas que correspondem a 2,54 cm do outro. Como os itens rosqueáveis têm espessura de parede diferente dos soldáveis, siga a tabela acima, que traz a conversão das medidas levando em conta essa diferença. Tome cuidado, ainda, com a conversão de cobre para PVC/CPVC: as medidas também serão diferentes, já que o cobre é mais resistente e, portanto, tem paredes mais finas (tabela ao lado). Na hora de trocar um material por outro, fique atento

Não se engane na conversão.

Peça de rosca
Peça de solda
1/2"
15 mm
3/4"
20 mm
1"
25 mm
1 1/4"
32 mm
1 1/2"
40 mm
2"
0
2 1/2"
60 mm
3"
75 mm
4"
100 mm
Cobre
PVC/CPVC
15 mm
20 mm
22 mm
25 mm
28 mm
32 mm
35 mm
40 mm
42 mm
50 mm
54 mm
60 mm
66 mm
75 mm
79 mm
80 mm
104 mm
110 mm

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Porcelanato

O porcelanato é uma peça formada de argila, feldspato e corantes, queimada a mais de 1.250ºC, e é submetida a pressões de compactação acima das utilizadas pelas cerâmicas convencionais. Sua versão tradicional é sem esmaltação, com massa apresentando características homogêneas. 
Por sua alta resistência à abrasão profunda, ao gelo, aos ácidos e álcalis, alta impermeabilidade e uniformidade de cores, o porcelanato é indicado para ambientes de alto tráfego, podendo também ser instalado em ambientes residenciais, piscinas ou saunas. 
Existem duas versões do porcelanato tradicional: fosco e polido. O primeiro é mais adequado para áreas que exigem um revestimento antiderrapante, como áreas externas ou rampas. O polido difere por sua textura superficial, totalmente brilhante. 
O porcelanato possui uma absorção de água próxima de zero, e requer a utilização de uma argamassa com maior aderência. O rejuntamento deve ser aplicado somente 48 horas após o assentamento das peças e com um produto específico às suas características, como argamassa colante aditivada com polímeros, mantendo estreitas as juntas de dilatação, com o mínimo de 2mm para áreas internas e 5mm para áreas externas, principalmente em fachadas. 
A limpeza, que deve ser constante, pode ser feita com água e sabão, saponáceo ou água sanitária.